
Inquietação. Esse sentimento é constante na minha vida. Quero sempre mais... E não falo somente dos sonhos de consumo. Quero conhecer mais, experimentar mais, entender mais. Como se o conhecimento fosse escancarar as portas de imaginação para um mundo de possibilidades, percepções, um mundo de novidades e experimentações que nos permitem evoluir, ir além. E não falo somente desta fútil impressão da sociedade contemporânea de que as pessoas têm cada vez menos tempo e precisam saber cada vez mais... Pois a sociedade de hoje acabou nos formatando em máquinas do conhecimento sem profundidade alguma. Quero ir além... Minha sede é pela vida, pelas coisas mais básicas e ao mesmo tempo mais difíceis de se permitir. Um amor, uma dor. Um minuto de tristeza, um momento de felicidade. Minha inquietação vem do desejo quase que desesperado de sentir mais, saber mais, observar mais, viver mais. Ser. Simplesmente ser.... “Ser ou não ser, eis a questão”. As pessoas estão tão presas a sua vida comum, sua pacata vida sem exageros, sem intensidade, sem buscar nada além do permitido. Sem ousar. E digo ousar da alma. Se permitir. Muitos até nascem, crescem, se multiplicam, mas passam a vida tentando se encaixar no que é definido, entre ser ou não ser, na dúvida, optam por não. E quando percebem que poderiam ter sido muito mais, já é tarde. O fim está próximo. O peso da idade, das responsabilidades, do passado são como correntes que não permitem a ousadia de ir além. A inquietação vira um incômodo. Enquanto a mim? Eu não quero ficar parada. Às vezes chego até a pensar que sou uma destas pessoas, que respira, mas não inspira. Que tem luz, mas não ilumina. Que entre o ser ou não, na dúvida, decide pelo não. Me inquieto.... Penso em tudo que já fiz, tudo que ainda quero fazer, vejo que ainda há um universo de possibilidades e vejo que ainda há um lirismo nos meus sonhos....
Sonhar... Ah! Como é bom sonhar. Como é bom poder soltar nossa imaginação sem preconceito algum. Sem nenhum Freud ou Nietzsche para nos julgar, nos culpar. Ser um pouco de Hemingway, que descreve com tamanha riqueza de detalhes e ao mesmo tempo tamanha simplicidade as coisas mais banais da vida. Sensações básicas que muitas vezes passam tão despercebidas. Olho pro lado e vejo que as pessoas simplesmente estão se esquecendo de respirar. Como se o moto contínuo da vida congelasse. Confesso que tenho vontade de parar o tempo algumas vezes, pra que aquele segundo seja eterno na minha cabeça, mas entendo que o momento não pode parar. A vida não pára.
Sonhar... Ah! Como é bom sonhar. Como é bom poder soltar nossa imaginação sem preconceito algum. Sem nenhum Freud ou Nietzsche para nos julgar, nos culpar. Ser um pouco de Hemingway, que descreve com tamanha riqueza de detalhes e ao mesmo tempo tamanha simplicidade as coisas mais banais da vida. Sensações básicas que muitas vezes passam tão despercebidas. Olho pro lado e vejo que as pessoas simplesmente estão se esquecendo de respirar. Como se o moto contínuo da vida congelasse. Confesso que tenho vontade de parar o tempo algumas vezes, pra que aquele segundo seja eterno na minha cabeça, mas entendo que o momento não pode parar. A vida não pára.
Quero, como sempre, mais...
Nenhum comentário:
Postar um comentário