segunda-feira, 27 de julho de 2009

Se tive uma ilusão e não soube o que fazer, não vou perder tempo em me arrepender. Continuo a viver. Mesmo que buracos se formem em meu coração. Mesmo que vazios subitamente invadam minha alma. Vou em frente.

Se tenho medo, choro, grito, esperneio. E agora também enfrento.
Se há dor, danço, bebo... fumo. Extravaso o aperto que engasga minha garganta e desce seco no meu peito.
Se estou sozinha, te encontro. Me surpreendo, me encanto. Mesmo que seja tão longe, mesmo segurando o pranto.

E os dias continuam passando... uma dúvida, um acalanto, um choro, um canto.

domingo, 19 de julho de 2009


love... is just a losing game, they sang... we just feel the same, live the same, breath the same, cry the same, prentend the same.
be hurted again.

terça-feira, 21 de abril de 2009

entre linhas


a amizade tem seus altos e baixos, o concordo e o discordo. a qualidade e o defeito. a dor e a delicia de saber q tem alguem do seu lado. na balança, a beleza supera a feiúra. as pessoas fazem opções na vida. e desde o primeiro momento, optei estar ao seu lado. mesmo sem seu consentimento de início. mesmo sufocando muitas vezes minhas vontades para assistir ao seu maravilhoso espeteculo de ser e viver. valeu e ainda vale cada segundo. estar ao seu lado é uma opção, que reforço e mantenho. enfim, ainda tenho esperança de te recobrar a razão. ou simplesmente tentar arrancar o amargo da minha língua, por palavras não ditas. espero q este não seja um fim, mas sim um recomeço de forma diferente. estou aqui, caso queira.

saudade


sentimento q aperta o peito, engasga a voz, faz chorar o coração.
um momento, um olhar, um gesto, uma pessoa. marcando nossa vida como uma doce lembrança. essa doçura eternizada em nossa memória que nos deixa um vazio no peito, como se faltasse metade de mim. um suspiro essencial para me manter viva. viva.... em busca daquele segundo de felicidade que pareceu ser o complemento que faltava para dar sentido à palavra perfeição.
saudade.
saudade de sentir isso de novo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Encanto... ou antigo sonho de menina


Estava ela toda de branco, com todo o seu encanto, acreditando que finalmente tinha realizado seu mais secreto plano. Encontrou o rumo pra sua vida: alguém pra se dedicar. Ele lhe daria sentido, direção, um motivo pelo qual respirar. Um motivo pelo qual sonhar. A esperança de se libertar e como se num passe de mágica, tudo fosse melhorar.


Estava ela toda de branco, em meio a seu singelo pranto, pronta para se casar. Como se esse fosse seu único destino na vida. Como se essa fosse sua única forma de voar. Voar, sonhar, libertar, melhorar, ou simplesmente dar e mais uma infinidade de verbos que rimariam pobremente sem citar o mais importante deles: amar.


Nem tão menina, nem tão mulher. Somente uma figura quase caricata em busca do que quer. Preparada para jurar na frente de tudo e de todos: sou tua e estou contigo para o que der e vier. Como se a vida fosse um folhetim. Depois de muita busca, luta, tragédias e abdicações, vem sempre um tão aplaudido fim.


Fim? Não, garçom, por favor, uma última dose de gim, diz o escolhido como se a bebedeira fosse clarear suas idéias e lhe dar a coragem de dizer SIM... E a incerteza da felicidade, a crueldade da fidelidade, a supressão de todas as suas vontades, tudo pra que ele se cumpra seu papel de salvador, um meio anjo, um serafim.


Neste grande espetáculo da vida, quase tudo rima. A igreja decorada, a festa arranjada, a família toda emperiquitada. Um carnaval. Um vendaval... da quase menina virando mulher, se dando de colher pro que der e vier. E para as favas com as vontades, ou mesmo a tal da felicidade. Seu desejo é acima do bem e do mal. Um sentimento hormonal. Doar, dar... seu corpo, sua alma, se entregar afinal.


Ganhar o mundo inteiro. Correr, querer, subverter, gemer, ganhar (ou perder?), ou simplesmente viver... uma vida de luxúria e riqueza sem freios.


E onde seu homem ficou? Bebeu, jurou, suou, trabalhou, aquietou, quase amou. Mas no final, ela tudo dele sugou. A última gota de sangue, o último delírio alucinante, arrancou de sua vida o volante, sem sequer cumprir seu papel de amante, restando somente seu gosto de purgante, tornou os dias agonizantes, aquela mulher asfixiante.


Para que? O que ela quer? Cumprir o que desde de criança aprendeu: ser mulher. A esposa ideal. Sua presença, colossal; seu humor, surreal, seu corpo, fenomenal. Impecável, insubstituível. Um ser supremo, perfeito, sem igual.


Enquanto isso, amor rima com dor, odor, fedor, um sentimento que mesmo quando nasce, está fadado e condenado a morte num teatro onde não é permitido perder o controle, nem ser passional. Ela prefere um mundo onde os sentimentos são encenados sem calor como um filme antigo esquecido no armário, largado num canto perdendo a cor.


E no final? A rima acabou. O coração parou, a vida se esgotou. E quando ela olhou pra trás, a única conclusão que chegou foi de que nunca amou. O que fez então? Pegou seu vestido branco perdido em seu embolorado descanso, vestiu-o num desesperado pranto, olho-se pela primeira vez no espelho e perdido o encanto, se matou.

domingo, 12 de abril de 2009

Mãos


Extensão de mim, me prende e me liberta. Ataca e me defende. O início e o final de mim. Me entende, me obedece ou enlouquece, mas sempre esclarece o que passa no meu ínterim. Como se ligada a meus sentimentos mais profundos, mesmo mudos, ela extravasa.
Sinto, toco, provoco.
Seu cabelo, seu rosto, sua pele, seu olho, suas orelhas, seu pescoço, seu peito, seu ombro, seu braço, sua mão. Comecemos a brincar então. Sua barriga, suas costas, seu sexo, sua pelos, seus pés. Viro e volto revés.
Carinho, tapa, beijo, suor, coceira, palmas.
Pega, joga, aperta, encosta, belisca, bate, amacia, massageia, aponta, denuncia, relaxa.

Inquieta


Inquietação. Esse sentimento é constante na minha vida. Quero sempre mais... E não falo somente dos sonhos de consumo. Quero conhecer mais, experimentar mais, entender mais. Como se o conhecimento fosse escancarar as portas de imaginação para um mundo de possibilidades, percepções, um mundo de novidades e experimentações que nos permitem evoluir, ir além. E não falo somente desta fútil impressão da sociedade contemporânea de que as pessoas têm cada vez menos tempo e precisam saber cada vez mais... Pois a sociedade de hoje acabou nos formatando em máquinas do conhecimento sem profundidade alguma. Quero ir além... Minha sede é pela vida, pelas coisas mais básicas e ao mesmo tempo mais difíceis de se permitir. Um amor, uma dor. Um minuto de tristeza, um momento de felicidade. Minha inquietação vem do desejo quase que desesperado de sentir mais, saber mais, observar mais, viver mais. Ser. Simplesmente ser.... “Ser ou não ser, eis a questão”. As pessoas estão tão presas a sua vida comum, sua pacata vida sem exageros, sem intensidade, sem buscar nada além do permitido. Sem ousar. E digo ousar da alma. Se permitir. Muitos até nascem, crescem, se multiplicam, mas passam a vida tentando se encaixar no que é definido, entre ser ou não ser, na dúvida, optam por não. E quando percebem que poderiam ter sido muito mais, já é tarde. O fim está próximo. O peso da idade, das responsabilidades, do passado são como correntes que não permitem a ousadia de ir além. A inquietação vira um incômodo. Enquanto a mim? Eu não quero ficar parada. Às vezes chego até a pensar que sou uma destas pessoas, que respira, mas não inspira. Que tem luz, mas não ilumina. Que entre o ser ou não, na dúvida, decide pelo não. Me inquieto.... Penso em tudo que já fiz, tudo que ainda quero fazer, vejo que ainda há um universo de possibilidades e vejo que ainda há um lirismo nos meus sonhos....
Sonhar... Ah! Como é bom sonhar. Como é bom poder soltar nossa imaginação sem preconceito algum. Sem nenhum Freud ou Nietzsche para nos julgar, nos culpar. Ser um pouco de Hemingway, que descreve com tamanha riqueza de detalhes e ao mesmo tempo tamanha simplicidade as coisas mais banais da vida. Sensações básicas que muitas vezes passam tão despercebidas. Olho pro lado e vejo que as pessoas simplesmente estão se esquecendo de respirar. Como se o moto contínuo da vida congelasse. Confesso que tenho vontade de parar o tempo algumas vezes, pra que aquele segundo seja eterno na minha cabeça, mas entendo que o momento não pode parar. A vida não pára.
Quero, como sempre, mais...